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segunda-feira, 11 de julho de 2011

O medo nas crianças.

A Valentina adora assistir "Procurando Nemo".
Achamos o desenho fofo, coloridinho e engraçado. Assim como todos da Pixar/Disney.

No desenho tem um mega tubarão chamado Bruce.
E ontem a noite ela nos veio com essa:
"Papai, tenho medo do Bruce!"
"Eu tenho medo do tubarão!"
Assim, bem certinho com todas as letras.

Mas também, quem não teria medo de um tubarão desses aí?

Só que o mundo da criança é algo tão bonito e lúdico, que não adianta explicarmos que é só um desenho.
Então dissemos a ela que o Bruce é amiguinho, que ela não precisa ter medo, que ele mora láaaa longe no oceano.

Com certeza a palavra MEDO ela aprendeu na creche, porque em casa não foi. Nunca colocamos medo nela por nada e muito menos ensinamos o significado dessa palavra.

Então foi engraçado ver ela formular uma frase que envolvia sentimento. Dizendo bem o que ela sentia.

Decidimos não deixar ela ver mais o Nemo por enquanto...
Antes ela tambem tinha medo do Lobo mal do livrinho dos 3 Porquinhos, mas agora gosta e imita ele soprando a casinha dos porquinhos.

Fonte: Disney.com

Agora estamos tomando mais cuidado com isso, ela já demostrou medo também das Bruxas dos contos de Fadas, como a da Branca de Neve...
Isso é super normal eu sei, mas penso que ela é muito nova para lidar com isso. Ou será que estou errada?

Estou preferindo deixar a disposição dela os livros mais tranquilos, que não tenham vilões ou bruxas.
Filminhos também, ficamos nos mais tranquilos como Barney, Pocoyo, Patati Patatá...

Tem um texto bem interessante sobre isso aqui, no Bebe.com.br

- Dê atenção, questione e estimule a criança a enfrentar o medo irreal (ou inimigo): ela encontrará sozinha uma solução para suas fantasias. Exemplo: a sombra na parede pode se transformar em uma aliada no confronto dos medos (em vez de causá-los).

- Não gaste tempo demais falando sobre o assunto para evitar que a criança fique ainda mais ansiosa. Mude de tópico, distraia.

- Fale a verdade sobre os medos reais (ou amigos) para que a criança construa noções de perigo. Exemplo: ela tem de saber que escadas, piscinas e animais presos representam riscos. Mas faça isso sem aterrorizá-la.

- Brinque com seu filho e entre na fantasia dele (a do bicho-papão, por exemplo): experiências lúdicas ajudam os pequenos a lidar com seus anseios.

- Bonecos e brinquedos treinam a criança para a vida. Os pequenos costumam representar em brincadeiras o sentimento de medo frente a uma situação real, como a ida a um hospital.

- Avalie a intensidade do medo e fique atenta para o limite da normalidade, que é a rotina saudável de vida.

- Faça a apresentação formal das pessoas para que a criança saiba que aquele estranho tem autorização do pai para se aproximar. É verdade que nem sempre isso funciona. Nesse caso, é preciso ter paciência e saber dar tempo ao tempo. Essa fase passa. Mas é importante não confundir o choro da criança que fica sem a mãe a semana inteira e não quer largar o colo no fim de semana do choro de medo de estranhos.

- Ofereça objetos para ela se sentir mais segura, principalmente na hora de dormir sozinha. São os chamados objetos transicionais, que reduzem a ansiedade da criança durante a passagem da vida desperta para o sono. Pode ser o famoso ursinho, o naná, a boneca e até a mantinha. O importante é que ele tenha algo familiar à mão para enfrentar os temores na hora de dormir.

- Jamais use o medo da criança como meio de poder: além de cruéis, ameaças de deixar o filho sozinho ou no escuro reforçam o medo inimigo. 
E vocês já lidam como o medo? Como estão lidando?